Comecei minha carreira profissional atuando na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Mogi das Cruzes, inicialmente atendendo os alunos e posteriormente, seus pais e cuidadores em grupos de orientação e atendimentos individuais. Naquela época já me chamava a atenção a diferença que fazia para o aluno, emocional e cognitivamente, contar ou não com pais e/ou cuidadores que se relacionavam bem entre si ou com seus respectivos cônjuges. Também ouvi nos atendimentos aos pais sobre histórias de relacionamentos frustrados, insatisfatórios e até mesmo destrutivos, que repercutiam de forma notável no desempenho de seus filhos como um todo. Dessa forma me vi obrigada, em muitos destes atendimentos, a orientar estes pais quanto às questões amorosas e de relacionamento.
Em seguida, comecei a realizar atendimentos particulares em consultório e tive outra experiência em instituições, desta vez no Projeto "Canarinhos do Itapety" da Prefeitura de Mogi das Cruzes. Nesses dois trabalhos também me deparei com questões muito parecidas com aquelas que eu tinha acesso na Apae, e pude também aprender muito sobre a relação entre o bem-estar dos pais em todos os aspectos e o bem-estar que estes propocionam a seus filhos. Pais que se diziam infelizes tendiam a tratar os filhos de forma menos atenciosa e afetiva, o que gerava um impacto negativo na formação da personalidade da criança e do adolescente.
Analisando no geral as causas para relacionamentos insatisfatórios e infelizes constatei que boa parte dessas pessoas tinham um autoconhecimento pobre, o que por sua vez atrapalha o desenvolvimento da capacidade de enxergar o outro tal como ele é. Por isso, essas pessoas faziam escolhas amorosas imaturas e/ou equivocadas e depois se arrependiam.
Por tudo isso, a meu ver disponibilizar o conhecimento acumulado pela ciência sobre o nascimento e a manutenção de bons relacionamentos amorosos é também uma questão social. Obviamente não se pode ignorar o peso dos outros fatores envolvidos (e eu destaco a pobreza, outras questões familiares e a vulnerabilidade social como fatores muito importantes), mas quem já trabalhou com famílias sabe muito bem que pais e demais familiares com problemas em seus relacionamentos amorosos tendem a fornecer um modelo desfavorável de relação para as crianças e adolescentes da família, e que se estes não tiverem a chance de avaliar criticamente tal modelo terão uma probabilidade muito grande de reproduzi-lo em seus futuros relacionamentos amorosos, repetindo um ciclo que nós, profissionais da Psicologia, temos condições de ajudá-los a romper.
Portanto, este Curso sobre como construir bons relacionamentos amorosos pretende ser a minha contribuição para o surgimento, a longo prazo (esperamos que não seja tão longo...), de uma sociedade mais afetiva, calorosa e com maior facilidade para lidar com seus problemas e conflitos de uma forma o mais favorável possível para todos.
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quarta-feira, 6 de maio de 2009
quinta-feira, 30 de abril de 2009
Você costuma fazer investimentos?
"Hã? Será que eu acessei o blog certo? Que história é essa de investir?"
Sim, é disso mesmo que quero falar neste artigo, que como você verá tem absolutamente tudo a ver com este blog.
Vamos começar vendo o que esta palavra significa. De acordo com o Dicionário Larousse, investir quer dizer, entre outros sentidos:
Entretanto, o que observamos no cotidiano? Pessoas que querem conseguir coisas sem investir primeiro - e são muitas. Há quem queira tornar-se um profissional bem remunerado em uma determinada área, só que sem estudar com dedicação no vestibular para passar em uma bom curso, sem frequentar as aulas da faculdade, pagando outras pessoas para fazerem os trabalhos que precisam entregar, sem querer fazer estágio e, por fim, depois de formado, sem querer se dedicar ao trabalho de forma suficiente para merecer um bom salário. Assim fica difícil, não? Querer todos querem, mas nem todos estão dispostos a pagar o preço pelos seus desejos - e depois estas pessoas não entendem por que não alcançam seus objetivos!
E o que isso tem a ver com relacionamentos amorosos? Eu, você e a maioria das pessoas conhecemos o tipo que eu chamo de "filhote de passarinho" - ou seja, aquele que tal qual um filhotinho fica só de boca aberta, escancarada, chora se for preciso, esperando a Mamãe Passarinho trazer as minhocas para a sua boquinha (previamente mastigadas, de preferência!). Isso me faz lembrar um ditado sueco que diz: "Deus deu a cada pássaro a sua minhoca, mas não as coloca para dentro do seu ninho". Os "filhotes de passarinho" têm uma enorme dificuldade para entender que se eles desejam encontrar uma pessoa especial, de bom caráter, em boa situação social e com todas as qualidades boas que alguém pode ter elas vão ter que correr atrás dela, não tem outro jeito - ela simplesmente não irá bater na porta da sua casa e se apresentar dizendo: "Olá, eu amo você perdidamente e quero ficar com você por toda a minha vida", sem você ter feito nada para merecer isso. Ou seja, o significado da palavra investimento parece ser desconhecido para estas pessoas.
E como que se pode investir no campo dos relacionamentos? Em primeiríssimo lugar, vale a máxima "Para você conseguir uma pessoa decente, primeiro você precisa tornar-se uma pessoa decente". Isso quer dizer que as qualidades que você deseja que sua cara-metade tenha devem estar presentes em você também, ou pelo menos você precisa estar em um processo de busca por elas. Se você quer um(a) namorado(a) amoroso(a), seja amoroso(a) você primeiro; se você quer alguém esforçado(a), primeiro procure desenvolver isso em você; se você quer alguém maduro(a), não pense que pessoas assim apreciam ter como companheiros pessoas que veem o mundo de forma infantil, inadequada, carente e dependente - esta pessoa investiu na maturidade dela e nada mais justo que ela exija alguém como ela ao seu lado.
Há várias formas de investir no crescimento pessoal: vivendo a vida plenamente, assimilando cada lição que ela tem para nos oferecer; ler bons livros e textos sobre evolução pessoal; ouvir a experiência de pessoas mais velhas que você e aprender com seus acertos e erros e, se depois de tudo isso ainda estiver difícil, buscando ajuda profissional em psicoterapias, workshops, palestras e cursos.
O curso "Construindo Bons Relacionamentos Amorosos" também pode ser considerado um investimento para você alcançar o seu objetivo de viver uma relação especial: você terá a oportunidade de conhecer pessoas novas, com o mesmo compromisso que você tem de investir na sua evolução pessoal e acesso a informações geralmente desconhecidas do público em geral sobre padrões de atração, sinais de flerte, técnicas de conquista e recomendações de especialistas de como manter o relacionamento conquistado. Com você fazendo a sua parte, participar deste curso pode lhe render benefícios que farão valer a pena o tempo e o dinheiro investidos. Afinal, lembre-se sempre desta conclusão: não há ganhos sem investimento, e quando não se dá nada também não se ganha nada - pois todas as coisas realmente significativas desta vida exigem um certo esforço de nossa parte para serem alcançadas.
Sim, é disso mesmo que quero falar neste artigo, que como você verá tem absolutamente tudo a ver com este blog.
Vamos começar vendo o que esta palavra significa. De acordo com o Dicionário Larousse, investir quer dizer, entre outros sentidos:
- Atirar-se com ímpeto, correr precipitadamente; arremeter, atacar;
- Aplicar títulos ou dinheiro em empreendimentos para obter juros ou lucros;
- Dedicar tempo, dinheiro ou outro recurso à execução de [algo].
Entretanto, o que observamos no cotidiano? Pessoas que querem conseguir coisas sem investir primeiro - e são muitas. Há quem queira tornar-se um profissional bem remunerado em uma determinada área, só que sem estudar com dedicação no vestibular para passar em uma bom curso, sem frequentar as aulas da faculdade, pagando outras pessoas para fazerem os trabalhos que precisam entregar, sem querer fazer estágio e, por fim, depois de formado, sem querer se dedicar ao trabalho de forma suficiente para merecer um bom salário. Assim fica difícil, não? Querer todos querem, mas nem todos estão dispostos a pagar o preço pelos seus desejos - e depois estas pessoas não entendem por que não alcançam seus objetivos!
E o que isso tem a ver com relacionamentos amorosos? Eu, você e a maioria das pessoas conhecemos o tipo que eu chamo de "filhote de passarinho" - ou seja, aquele que tal qual um filhotinho fica só de boca aberta, escancarada, chora se for preciso, esperando a Mamãe Passarinho trazer as minhocas para a sua boquinha (previamente mastigadas, de preferência!). Isso me faz lembrar um ditado sueco que diz: "Deus deu a cada pássaro a sua minhoca, mas não as coloca para dentro do seu ninho". Os "filhotes de passarinho" têm uma enorme dificuldade para entender que se eles desejam encontrar uma pessoa especial, de bom caráter, em boa situação social e com todas as qualidades boas que alguém pode ter elas vão ter que correr atrás dela, não tem outro jeito - ela simplesmente não irá bater na porta da sua casa e se apresentar dizendo: "Olá, eu amo você perdidamente e quero ficar com você por toda a minha vida", sem você ter feito nada para merecer isso. Ou seja, o significado da palavra investimento parece ser desconhecido para estas pessoas.
E como que se pode investir no campo dos relacionamentos? Em primeiríssimo lugar, vale a máxima "Para você conseguir uma pessoa decente, primeiro você precisa tornar-se uma pessoa decente". Isso quer dizer que as qualidades que você deseja que sua cara-metade tenha devem estar presentes em você também, ou pelo menos você precisa estar em um processo de busca por elas. Se você quer um(a) namorado(a) amoroso(a), seja amoroso(a) você primeiro; se você quer alguém esforçado(a), primeiro procure desenvolver isso em você; se você quer alguém maduro(a), não pense que pessoas assim apreciam ter como companheiros pessoas que veem o mundo de forma infantil, inadequada, carente e dependente - esta pessoa investiu na maturidade dela e nada mais justo que ela exija alguém como ela ao seu lado.
Há várias formas de investir no crescimento pessoal: vivendo a vida plenamente, assimilando cada lição que ela tem para nos oferecer; ler bons livros e textos sobre evolução pessoal; ouvir a experiência de pessoas mais velhas que você e aprender com seus acertos e erros e, se depois de tudo isso ainda estiver difícil, buscando ajuda profissional em psicoterapias, workshops, palestras e cursos.
O curso "Construindo Bons Relacionamentos Amorosos" também pode ser considerado um investimento para você alcançar o seu objetivo de viver uma relação especial: você terá a oportunidade de conhecer pessoas novas, com o mesmo compromisso que você tem de investir na sua evolução pessoal e acesso a informações geralmente desconhecidas do público em geral sobre padrões de atração, sinais de flerte, técnicas de conquista e recomendações de especialistas de como manter o relacionamento conquistado. Com você fazendo a sua parte, participar deste curso pode lhe render benefícios que farão valer a pena o tempo e o dinheiro investidos. Afinal, lembre-se sempre desta conclusão: não há ganhos sem investimento, e quando não se dá nada também não se ganha nada - pois todas as coisas realmente significativas desta vida exigem um certo esforço de nossa parte para serem alcançadas.
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Sobre o Curso
terça-feira, 28 de abril de 2009
A Ciência e o Amor
Sei de pessoas que não querem fazer este Curso porque acham que um curso sobre relacionamentos "tiraria o encanto" do amor, reduzindo-o a um assunto científico sem alma e calor. Nada mais equivocado.
Se você ganha de alguém um novo aparelho celular, repleto de recursos interessantes que lhe serão muito úteis, qual é a sua tendência? Ir direto para o manual de instruções para aprender a usá-lo o quanto antes? Perguntar para alguém que tem um aparelho igual? Explorar cada comando? Ou simplesmente ficar contemplando-o, pensando o quanto ele é maravilhoso porém nada fazendo para aproximar-se dele e utilizá-lo a seu favor?
Acredito que você pode ter dado como resposta qualquer uma das três primeiras opções, mas dificilmente escolheu a quarta, pois esta última não faz sentido se o que você quer de fato é incorporar este novo celular no seu cotidiano (se não fosse assim, para que teríamos celulares, então?).
O mesmo raciocínio se aplica ao estudo científico do Amor. Quanto mais sabemos o que realmente atrai as pessoas, o que as conquista e o que nos mantém com elas, mais próximo de nós poderemos ter o Amor. Ainda estamos longe de formular um Manual de Instruções sobre o Amor, mas foram feitos no mundo inteiro estudos muito esclarecedores sobre o motivo, o início, a manutenção e (quando é o caso) o fim dos relacionamentos amorosos. O curso "Construindo Bons Relacionamentos Amorosos" mostra aos alunos uma parte destes estudos e dá referências sobre onde encontrar mais deles.
Você já ouviu dizer que "conhecimento é poder"? Pois é: o Curso lhe proporcionará este conhecimento de que você precisa para aumentar suas chances de encontrar alguém com quem possa estabelecer o relacionamento que sempre quis ter. E, pensando bem, isso não lhe parece bem romântico?
Se você ganha de alguém um novo aparelho celular, repleto de recursos interessantes que lhe serão muito úteis, qual é a sua tendência? Ir direto para o manual de instruções para aprender a usá-lo o quanto antes? Perguntar para alguém que tem um aparelho igual? Explorar cada comando? Ou simplesmente ficar contemplando-o, pensando o quanto ele é maravilhoso porém nada fazendo para aproximar-se dele e utilizá-lo a seu favor?
Acredito que você pode ter dado como resposta qualquer uma das três primeiras opções, mas dificilmente escolheu a quarta, pois esta última não faz sentido se o que você quer de fato é incorporar este novo celular no seu cotidiano (se não fosse assim, para que teríamos celulares, então?).
O mesmo raciocínio se aplica ao estudo científico do Amor. Quanto mais sabemos o que realmente atrai as pessoas, o que as conquista e o que nos mantém com elas, mais próximo de nós poderemos ter o Amor. Ainda estamos longe de formular um Manual de Instruções sobre o Amor, mas foram feitos no mundo inteiro estudos muito esclarecedores sobre o motivo, o início, a manutenção e (quando é o caso) o fim dos relacionamentos amorosos. O curso "Construindo Bons Relacionamentos Amorosos" mostra aos alunos uma parte destes estudos e dá referências sobre onde encontrar mais deles.
Você já ouviu dizer que "conhecimento é poder"? Pois é: o Curso lhe proporcionará este conhecimento de que você precisa para aumentar suas chances de encontrar alguém com quem possa estabelecer o relacionamento que sempre quis ter. E, pensando bem, isso não lhe parece bem romântico?
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Sobre o Curso
Por que você deveria fazer um curso sobre relacionamentos amorosos?
Pode ser que quando você ouviu falar deste Curso pela primeira vez você tenha pensado algo como "Isso é coisa pra gente desesperada", ou "Isso é para quem tem problema, e não para mim", ou "Que futilidade! Eu não estou nadando no dinheiro para poder pagar estas coisas...". Porém, como vou demonstrar para você neste texto, ser capaz de construir relacionamentos amorosos duradouros e gratificantes tem um impacto na vida de uma pessoa que vai muito além das questões amorosas.
Quem nunca teve um desempenho fraco em um dia de trabalho por ter tido, no dia anterior, uma decepção amorosa ou um desentendimento com alguém especial (ou pelo menos conhece algum caso assim)? Certa vez uma ex-paciente minha me contou que tinha uma chefe com um relacionamento amoroso bastante instável. Quando as coisas iam bem esta chefe se comportava de um modo, mas quando havia algum problema neste relacionamento a empresa inteira acabava sabendo, pois esta chefe simplesmente "descontava" sua raiva, tristeza e frustração nos funcionários. Imaginem, portanto, o impacto deste comportamento no desempenho da empresa ao longo de dias, de meses, de anos... E isso acontece o tempo todo, no mundo inteiro.
Por mais que haja um discurso vigente de "não misturar vida profissional com vida pessoal", sabemos que de fato há muitas pessoas com grande dificuldade de conseguir separar as duas coisas, pelo menos ao nível da postura profissional - porque, no fundo, não dá para pegar uma pessoa e "fatiá-la" em "ela mesma", "a funcionária da empresa X", "a cônjuge do Fulano", "a mãe do Cicraninho", "a vizinha do Sr. Y", etc. Todos os nossos papéis sociais interagem entre si o tempo todo e se influenciam mutuamente. Assim, se alguém se encontra insatisfeito no "lado amoroso", é inevitável que não surja alguma consequência nas outras áreas de sua vida.
Também tenho observado, em minha experiência dentro e fora do consultório, a grande quantidade de pessoas "travadas" pessoal e profissionalmente porque têm concentrado quase todas suas energias e recursos na "busca pela alma gêmea". Parece que, enquanto elas não atingirem este objetivo, ficará bem mais difícil obterem o sucesso em outras áreas de suas vidas - não por falta de capacidade, mas porque "não têm olhos" para as outras questões. E há estudos científicos realizados em várias partes do mundo mostrando que pessoas com relacionamentos amorosos estáveis e gratificantes têm índices maiores de autoestima e realização pessoal e profissional, têm mais facilidade de extrair prazer de relacionamentos sociais e familiares e, no caso dos homens, há até um aumento na expectativa de vida.
Como você pode ver, um relacionamento amoroso bem-sucedido tem um impacto profundo sobre a pessoa como um todo e também para aquelas que a cercam. E quem está de posse de informações sobre como obter e manter um bom relacionamento tem mais chances de conseguir um. Portanto, fazer um curso sobre relacionamentos amorosos é uma questão de estratégia: quem investe seriamente na questão amorosa terá maiores chances de obter resultados positivos não só neste campo, mas em todos os outros de sua vida.
Quem nunca teve um desempenho fraco em um dia de trabalho por ter tido, no dia anterior, uma decepção amorosa ou um desentendimento com alguém especial (ou pelo menos conhece algum caso assim)? Certa vez uma ex-paciente minha me contou que tinha uma chefe com um relacionamento amoroso bastante instável. Quando as coisas iam bem esta chefe se comportava de um modo, mas quando havia algum problema neste relacionamento a empresa inteira acabava sabendo, pois esta chefe simplesmente "descontava" sua raiva, tristeza e frustração nos funcionários. Imaginem, portanto, o impacto deste comportamento no desempenho da empresa ao longo de dias, de meses, de anos... E isso acontece o tempo todo, no mundo inteiro.
Por mais que haja um discurso vigente de "não misturar vida profissional com vida pessoal", sabemos que de fato há muitas pessoas com grande dificuldade de conseguir separar as duas coisas, pelo menos ao nível da postura profissional - porque, no fundo, não dá para pegar uma pessoa e "fatiá-la" em "ela mesma", "a funcionária da empresa X", "a cônjuge do Fulano", "a mãe do Cicraninho", "a vizinha do Sr. Y", etc. Todos os nossos papéis sociais interagem entre si o tempo todo e se influenciam mutuamente. Assim, se alguém se encontra insatisfeito no "lado amoroso", é inevitável que não surja alguma consequência nas outras áreas de sua vida.
Também tenho observado, em minha experiência dentro e fora do consultório, a grande quantidade de pessoas "travadas" pessoal e profissionalmente porque têm concentrado quase todas suas energias e recursos na "busca pela alma gêmea". Parece que, enquanto elas não atingirem este objetivo, ficará bem mais difícil obterem o sucesso em outras áreas de suas vidas - não por falta de capacidade, mas porque "não têm olhos" para as outras questões. E há estudos científicos realizados em várias partes do mundo mostrando que pessoas com relacionamentos amorosos estáveis e gratificantes têm índices maiores de autoestima e realização pessoal e profissional, têm mais facilidade de extrair prazer de relacionamentos sociais e familiares e, no caso dos homens, há até um aumento na expectativa de vida.
Como você pode ver, um relacionamento amoroso bem-sucedido tem um impacto profundo sobre a pessoa como um todo e também para aquelas que a cercam. E quem está de posse de informações sobre como obter e manter um bom relacionamento tem mais chances de conseguir um. Portanto, fazer um curso sobre relacionamentos amorosos é uma questão de estratégia: quem investe seriamente na questão amorosa terá maiores chances de obter resultados positivos não só neste campo, mas em todos os outros de sua vida.
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