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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Matéria: Evitar o divórcio é possível

(Link original: http://delas.ig.com.br/comportamento/evitar+o+divorcio+e+possivel/n1237507020283.html)

Evitar o divórcio é possível

Os casamentos duram cada vez mais menos, mas para os especialistas é sempre possível salvar a vida a dois
Vladimir Maluf, especial para o iG Delas 20/11/2009

Segundo dados do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em 2009 a taxa de divórcios no Brasil se mostra cinco vezes maior do que em 1980. A instituição aponta a TV como um dos responsáveis por este crescimento espantoso, citando que os casais em telenovelas, quando passam por uma crise, optam pelo divórcio como solução. Mas será que se divorciar é mais fácil que salvar o casamento?

O autor do livro “Castelo de cartas” (Editora Mundo Cristão) defende a possibilidade de salvar um casamento, mesmo em situações extremas – até mesmo quando incluem violência doméstica. Gary Chapman, que é terapeuta e conselheiro matrimonial, identifica em seu livro as 10 questões que levam os casamentos ao fim: irresponsabilidade; excesso de trabalho; parceiros controladores; falta de comunicação; abuso verbal, físico e sexual; infidelidade; alcoolismo e drogas; depressão.

Promessa de felicidade
O psicanalista Ernesto Duvidovich, do Centro de Estudos Psicanalíticos, que oferece atendimento a preços populares a quem não pode pagar, afirma que são muitos os motivos que levam os relacionamentos ao fim. Mas vê um principal: a promessa de felicidade. “Fazemos um contrato sem saber que um deve ao outro a felicidade. Você tem o encargo de fazer o outro feliz e vice-versa. Isso tende a frustrar as pessoas”.

Além do número de divórcios ter aumentado, Ernesto acredita que eles vão continuar a crescer. “Está ruim e vai piorar, pois o momento que a sociedade vive incentiva cada vez mais a individualidade e a cultura do narcisismo. As pessoas têm dificuldade de fazer renúncias. Negociam muito pouco. ‘Ou é do meu jeito ou é nada’”, exemplifica.

Não espere tudo do outro
A independência da mulher também gerou conflitos, com a capacidade dela viver com mais autonomia, diz Ernesto. E isso mudou o modelo de casamento. “Para conseguir manter um casamento é preciso respeitar o outro. Admitir a autonomia. É preciso que cada um tenha seus próprios projetos, aceitar diferenças, fazer renúncias e negociar. E, fundamentalmente, não esperar tudo do outro”, diz ele.

A psicanalista Elizandra Souza diz que, com a mudança do pensamento e do comportamento feminino, o homem se sentiu perdido, pois não estava acostumado e nem esperava tanta mudança. E ela concorda que a forma de se relacionar está individualizada. “As pessoas se preocupam muito mais com si mesmas e com suas realizações do que com a construção de uma relação amorosa e familiar”.

Para ela, muitas vezes, os relacionamentos são constituídos para satisfazer uma necessidade individual, não com o intuito de construir algo. “Depois de esgotada a necessidade, o relacionamento acaba”, completa.

Mas dá para evitar o divórcio repensando seu comportamento. “Quando os dois realmente querem ter uma relação madura, precisam ter consciência de que terão que abrir mão de algumas necessidades individuais em favor do casal”, diz ela.

Mas não pense que não haverá problemas. Os conflitos sempre vão rodear os casamentos, lembra Ernesto. “A falta de dinheiro atrapalha, pois gera outros problemas. A chegada dos filhos, pois a mulher desvia o olhar do marido... É assim que funciona”. Mas se a relação chegar ao fim, é momento de refletir, aconselha Elizandra.

“Comumente, apontamos os erros dos ex-companheiros na tentativa de nos desculparmos dos nossos. As responsabilidades são de ambos. Ao reconhecer os erros, temos a oportunidade de analisar nossos limites, nossas vontades, nossos medos, nossos impulsos. E daí partir para outro relacionamento com mais clareza”, encerra a psicanalista.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Assumir postura passiva na hora da conquista pode tornar as pessoas mais rigorosas com possível parceiro

(Artigo publicado em 05/11/2009 no site da revista Mente e Cérebro. Link original: http://www2.uol.com.br/vivermente/noticias/homens_sao_exigentes_na_escolha_amorosa.html)

Homens exigentes na escolha amorosa
Assumir postura passiva na hora da conquista pode tornar as pessoas mais rigorosas com possível parceiro

Em numerosos estudos sobre encontros “às escuras” – marcados pela internet ou intermediados por agências de namoros ­– as mulheres em geral se mostraram mais seletivas do que os homens ao considerar as características de alguém para um segundo encontro. Elas precisam devem ser exigentes porque, de acordo com a tão repetida teoria evolucionária, investem mais em um parceiro que tenha predicados suficientes para ajudá-las a manter a prole. Mas quando os pesquisadores fizeram um estudo curioso. Convidaram pessoas de ambos os sexos, interessados em encontrar companheiros para um encontro. Eles permaneciam em mesas alinhadas e as moças sentavam-se a sua frente para uma conversa rápida. Após alguns poucos minutos de conversa, sob o comando de um dos coordenadores do experimento, elas se levantavam e passavam à mesa seguinte, onde conheciam outro possível pretendente. Em geral, nesse tipo de encontro, comum nos Estados Unidos, há uma inversão: são as mulheres que permanecem paradas, enquanto os homens a mudam de lugar. Os pesquisadores notaram que, quando são eles que ficam sentados (numa posição mais passiva e precisam lidar com a aproximação feminina, como se fossem elas que tomassem a iniciativa) eles se tornam mais seletivos. Segundo os pesquisadores, é possível dizer que ao serem “assediados”, representantes dos dois sexos se mostram igualmente exigentes, o que sugere que normas sociais e pistas físicas podem ter um papel subestimado na escolha dos parceiros. Talvez esse seja um dos fatores que contribuem para que para muitos homens tenham tantas dificuldades para aceitar a tomada de iniciativa por parte das mulheres na hora da conquista: ser “escolhido” oferece mais opções de dizer “não”.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Qual é o seu estilo de amor?

Muito cedo em nossa vida amorosa nos damos conta de que as pessoas não amam do mesmo jeito. Há aqueles que manifestam seus sentimentos de maneira exuberante e explosiva; outros são mais ponderados e só começam um relacionamento depois de conhecer razoavelmente a pessoa; outros dão muito valor à atração física e ao interesse sexual e assim por diante.

Muitos pesquisadores debruçaram-se sobre o tema e na década de 1970 um deles, o antropólogo canadense John Alan Lee, elaborou uma teoria que foi amplamente divulgada e desenvolvida posteriormente por outros estudiosos do assunto. Lee fez uma analogia com os mecanismos da visão de cores no ser humano: nossos olhos possuem receptores para apenas três cores – amarelo, vermelho e azul –, porém somos capazes de perceber 8 milhões de variações de cores, graças às combinações entre as diferentes intensidades das estimulações dos três receptores presentes em nossos olhos. Da mesma forma, Lee postula que temos três estilos primários de amor - Eros, Ludos e Estorge –, e as combinações destes três estilos em diferentes intensidades gera uma grande variedade de estilos de amor. Além dos três estilos primários, há mais três estilos secundários que têm sido amplamente estudados: Mania (combinação de Eros e Ludos), Pragma (combinação de Ludos e Estorge) e Ágape (combinação de Eros e Estorge).

A seguir coloco uma breve descrição de cada um destes estilos de amor. Leia-os atentamente e veja com qual ou quais deles você mais se identifica:

Eros – dá grande importância à atração física e ao interesse sexual, e costuma apaixonar-se “à primeira vista”. É o estilo de amor mais frequente nos livros e novelas. É seguro e não muito possessivo.

Estorge – este estilo de amor costuma nascer de uma amizade e demora algum tempo para se desenvolver. Baseia-se em interesses compartilhados e nas semelhanças entre as partes envolvidas. A esfera sexual não é tão enfatizada quanto em Eros e não há a presença de uma grande paixão. O típico amor estórgico é aquele onde os dois parceiros eram amigos antes de se envolverem amorosamente.

Ludos – aqui o amor é encarado como um jogo que pode acontecer simultaneamente com diferentes parceiros, havendo ênfase na idéia de sedução e liberdade sexual. Os relacionamentos do estilo Ludos costumam ser intensos, porém de curta duração.

Mania – amor experimentado de maneira obsessiva, muito intensa, com muito ciúme e possessividade. A pessoa que tem este estilo predominante de amar experimenta uma montanha-russa de emoções oscilantes: uma hora o parceiro é tudo para ela e expressa todo este amor; em outra dirige toda a sua frustração e raiva para ela, em geral porque julgou não ter recebido a atenção que esperava do parceiro.

Pragma – amor realista e pragmático, onde há um exame muito criterioso das características dos parceiros em potencial. No estilo Pragma o atendimento das expectativas amorosas é muito importante porque dá mais segurança e uma maior certeza de sucesso no relacionamento. Estudos mostram que este estilo é mais frequente entre as mulheres.

Ágape – estilo de amor caracterizado pela ausência de egoísmo. O foco maior é na felicidade e no atendimento das necessidades do parceiro, sendo que se necessário a pessoa abre mão de seus próprios objetivos. Quem tem este estilo de amor predominante precisa tomar cuidado para não se anular no relacionamento.

Normalmente uma pessoa se identifica com dois ou mais destes estilos de amor, sendo pouco comum a ocorrência “pura” de apenas um estilo. A utilidade desta teoria de Lee está na oportunidade proporcionada por ela de refletirmos sobre o que realmente é mais importante para nós em um relacionamento. É a atração física? O companheirismo? Uma certa dose de “friozinho na barriga”? A segurança? O sentimento de ser importante para alguém?

Os estilos de amor também nos ajudam a entender melhor as diferentes formas de amar das pessoas que nos cercam e a estarmos atentos a estas características na hora de escolhermos alguém para nos relacionar. Alguns estilos combinam bem entre si, como o Estorge e o Pragma, mas outras combinações podem ser desastrosas, como Ludos e Mania. Observar atentamente o nosso estilo de amor e o dos outros, portanto, pode nos garantir relacionamentos amorosos mais gratificantes.

(Bibliografia consultada: AMÉLIO, A. (2001). O Mapa do Amor: tudo o que você queria saber sobre o amor e ninguém sabia responder. São Paulo: Editora Gente)

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

O Princípio da Equidade ou Ninguém Gosta de Sair Perdendo

Muitos de nós conhecemos alguém que é cheio(a) de exigências para com as pessoas e bem pouco tolerante com os defeitos delas: “Fulano tem que ter tal e tal característica, tem que ser assim, assim e assado, se não for assim eu não quero nem saber”, etc. Muitas destas pessoas às vezes têm uma característica marcante: pensam que é o outro ou a outra que lhe vão proporcionar a tão esperada felicidade; quando isso não acontece, o culpado invariavelmente é este outro que fica com a “obrigação” de superar seus defeitos para enfim poder fazer esta pessoa feliz.

E a pessoa em questão? Bem, para ela mesma não costuma ser necessário que mude nada em si, pois tem razão em tudo – é o outro ou a outra que tem que acompanhá-la. Não é preciso ser um especialista em relacionamentos amorosos para saber que um dos destinos mais frequentes para estes “donos da verdade” é a solidão.

Para tais pessoas, apresento-lhes um conceito importante para os estudiosos em relacionamentos: o Princípio da Equidade. Equidade tem um significado um pouco diferente de Igualdade: enquanto nesta as pessoas têm o mesmo ponto de partida (Ex: todas estudam na mesma escola, têm acesso a iguais condições de assistência médica, etc.), na equidade as pessoas têm o mesmo ponto de chegada, atingindo resultados semelhantes e conseguindo os mesmos recursos.

Vamos imaginar o universo de homens e mulheres que estão procurando um relacionamento amoroso como um grande “mercado”, onde todas estas pessoas estão em “oferta”. De acordo com o Princípio da Equidade, todos estes homens e mulheres têm um “valor” no mercado dos relacionamentos, estimado de acordo com suas características, habilidades e caráter. Inconscientemente atribuímos a nós mesmos e às outras pessoas um “valor”, e tendemos a nos sentir atraídos por pessoas com um “valor” equivalente ao que atribuímos a nós mesmos.

E uma das consequências do Princípio da Equidade é que, se quisermos atrair para nossa vida um homem ou uma mulher com características bem definidas (bonito(a), inteligente, gentil, sociável, etc.), é necessário que primeiro desenvolvamos em nós mesmos tais características ou outras que façam o outro lado sentir que “valeu a pena” investir tanto na sua evolução pessoal, pois agora tem uma pessoa igualmente evoluída ao seu lado!

Portanto, deixo uma pergunta para reflexão para os “exigentes”: o que você tem a oferecer a quem satisfizer todos os seus pré-requisitos? E uma outra para aqueles que vivem reclamando dos parceiros e das parceiras: o que você pode melhorar em si primeiro para merecer uma evolução dele(a) na mesma medida?

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Notícia: Divórcio prejudica saúde por longo tempo, diz estudo

Mais uma evidência da importância de se saber conduzir de forma saudável um relacionamento duradouro. Se desejar, acesse a matéria original aqui.

28/07 - 05:54 - BBC Brasil

O divórcio tem efeitos nocivos e duradouros na saúde dos envolvidos que mesmo um novo casamento não consegue reparar, afirma um estudo americano.

A pesquisa da Universidade de Chicago foi feita com dados de 8.652 pessoas com idades entre 51 e 61 anos. O estudo apontou que entre os divorciados a incidência de doenças crônicas como câncer era 20% maior do que entre pessoas que nunca se casaram.

O índice cai para 12% entre aqueles que casaram novamente, afirma o estudo publicado na revista científica
Journal of Health and Social Behavior.

Os pesquisadores afirmam que as pessoas começam a vida adulta com uma "quantia de saúde" que se mantém ou diminui de acordo com a experiência matrimonial de cada um.

A pesquisa sugere que as pessoas que são casadas continuamente podem ter o mesmo índice de doenças crônicas do que as pessoas que nunca casaram.

Apesar de as pessoas que casam novamente depois de um divórcio ou de se tornarem viúvas tendem a ser mais felizes do que antes, isso não diminuiria a suscetibilidade delas a doenças crônicas.

A socióloga da Universidade de Chicago Linda Waite, que conduziu o estudo, disse que o divórcio ou a viuvez afetam a saúde porque a renda cai e há mais estresse devido às discussões sobre custódia dos filhos.

Estresse

A pesquisadora sugere que casamentos trazem benefícios imediatos de saúde, por estimular comportamentos saudáveis em homens e bem-estar financeiro para mulheres, mas que casamentos após divórcios não têm necessariamente os mesmos efeitos.

"Algumas situações de saúde, como depressão, parecem responder rapidamente e fortemente a mudanças nas condições atuais", diz Waite.

"Por outro lado, condições como diabetes e doenças cardíacas desenvolvem-se lentamente durante um período substancial e revelam o impacto de experiências passadas, que é o motivo pelo qual a saúde é afetada pelo divórcio ou viuvez, mesmo quando a pessoa casa novamente."

Outros pesquisadores que não participaram do estudo comentaram os resultados.

A pesquisadora Anastásia de Waal, do Instituto Civitas, disse: "Esta pesquisa sublinha o fato de que enquanto o divórcio se tornou muito mais comum, ele pode ter um tremendo impacto não só emocional e financeiro, mas também na saúde da pessoa".

Christine Northan, do Instituto Relate, disse: "Eu não estou surpreso com os resultados. É outro motivo para se trabalhar bastante para fazer com que os casamentos funcionem, a não ser que as relações sejam bastante destrutivas".

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Notícia: Estudo identifica razões para longevidade de casamentos

Leiam esta pesquisa: é muito interessante e fala sobre um dos conceitos vistos no Curso, que é o Princípio da Equidade (prometo escrever em breve um texto sobre o assunto).

Link original: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u595378.shtml

Estudo identifica razões para longevidade de casamentos
15/07/2009 - 14h24 da Folha Online

Viver feliz para sempre não acontece apenas em contos de fadas. Pesquisadores australianos identificaram o que faz com que um casal fique junto --e é mais do que, essencialmente, amor.

A idade de um casal, relacionamentos prévios e comparações como se é fumante ou não são fatores que influenciam o final de um casamento, de acordo com um estudo feito pela Universidade Australiana Nacional.

O estudo investigou por volta de 2.500 casais --casados ou vivendo juntos-- de 2001 a 2007, a fim de identificar fatores associados com o que os faz ficarem juntos, comparados com o que leva ao divórcio ou separação.

Maridos que são nove anos mais velhos que as respectivas mulheres são duas vezes mais propícios ao divórcio, assim como aqueles que casaram antes de o casal completar 25 anos.

Crianças também influenciam na longevidade de um casamento ou relacionamento: um entre cinco casais (ou 20%) que tiveram crianças antes do casamento --seja de um relacionamento prévio ou do mesmo relacionamento-- se separam, comparados com apenas 9% dos casais sem crianças nascidas antes do casamento.

Mulheres que desejam crianças muito mais do que seus parceiros também estão mais propensas a situações de divórcio.

Parceiros que estão no segundo ou terceiro casamento têm 90% a mais de chances quanto à separação do que parceiros que estão em um primeiro casamento.

Não surpreendentemente, dinheiro também conta: 16% dos pesquisados que indicaram serem pobres --ou onde o marido (e não a mulher) estava desempregado-- disseram que se separaram, comparado com apenas 9% dos casais em boa situação financeira.

Casais nos quais um parceiro fumava e o outro não também eram mais propensos a dissolverem seus relacionamentos.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Entrevista sobre relacionamentos com Ailton Amélio

O psicólogo Ailton Amélio da Silva, um dos mais conceituados pesquisadores brasileiros sobre amor e relacionamentos, concedeu uma entrevista ao site Delas sobre o que favorece uma relação saudável e duradoura. Vale a pena ler!

Link original: http://delas.ig.com.br/sexoeamor/o+psicologo+do+amor+explica+como+ter+uma+relacao+saudavel+e+duradoura/n1237500776095.html
O "psicólogo do amor" explica como ter uma relação saudável e duradoura

Entrevistamos o expert em relacionamentos Ailton Amélio da Silva, que conta o que é importante para fazer uma relação dar certo
Renata Branco 15/07/2009 15:26

Dicas para um relacionamento saudável: conversar é essencial
Viver a dois não é nada fácil e, para desvendar essa complexa tarefa, o mineiro Ailton Amélio da Silva, pesquisador acadêmico sobre o assunto, acaba de lançar o livro “Relacionamento Amoroso: Como Encontrar Sua Metade Ideal e Cuidar Dela” (Publifolha). Em dez capítulos, o autor procura mostrar os fatores que contribuem para o sucesso de um relacionamento e as condições psicológicas que levam ao fim de uma relação.

Ailton revela ainda como a conversa pode contribuir para se ter uma relação amorosa mais duradoura e proveitosa, e explica como ter uma vida afetiva saudável. Para nortear a internauta, o iG conversou com o psicólogo do amor.

Existe mesmo uma metade ideal? Ela é imutável?
Ailton Amélio da Silva - Puro mito. Quem lhe interessa aos 18 anos provavelmente não interessaria aos 30. Vamos evoluindo psicologicamente, mudando nossos interesses, estamos sempre em processo de mudança. Amamos e nos apaixonamos diversas vezes. A metade ideal está relacionada à mitologia grega e por isso há essa crença tão grande. Há diversos tipos e modos de amar, não existe amor ideal ou perfeito. Amor é coisa viva, como aquele ditado do monociclo: se você parar de andar, cai.

Que cuidado deve-se ter para não se enganar na hora de escolher o parceiro?
Ailton Amélio da Silva - É necessário haver similaridade entre os parceiros para se relacionar, mas quando em excesso pode virar amizade. Então, tome cuidado para não namorar seu amigo. Uma certa diferença é sempre bem-vinda, por exemplo: tem que admirar o outro porque aí significa que ele tem qualidades ou atributos que não tenho e por isso elas são admiráveis. Mas também não há possibilidade de se amar e de se relacionar com pessoas muito diferentes. É necessário ter o mesmo grau de escolaridade, mesmo estilo de vida, os planos em comum. Não dá pra uma pessoa gastadeira dividir a vida com uma super econômica. Ou uma pessoa super sociável e que goste de sair ficar com alguém caseiro...

Como as constantes transformações pessoais podem atrapalhar ou melhorar uma relação?
Ailton Amélio da Silva - Um relacionamento deve ser saudável e atraente para que seja transformador. Vamos mudando, evoluindo psicologicamente. É preciso cultivar o prazer em estar com o outro de diferentes formas e em diversos momentos. Ter sempre admiração pela pessoa, objetivos, planos e meios de vida em comum.

Como manter a convivência sem cair no tédio?
Ailton Amélio da Silva - Tem que ter atração e desejo, mas isso é só o primeiro passo. O mais importante é não querer mudar o outro. É necessário convivência. E não existe amor ou namoro aos finais de semana ou só em situações agradáveis. É necessário convivência em situações diferentes, em diferentes meios. Você precisa conhecer a família dele, o meio onde há vivência, os hábitos, etc. Não dá para namorar de fim de semana e se encontrar só em situações agradáveis... É claro que ninguém se conhece 100% e nem vai conhecer, mas é necessário tentar saber o máximo possível sobre seu parceiro. Em testes feitos com casais que estão juntos, às vezes até há mais de 15 anos, é comprovado que eles se conhecem só 50%.

E o sexo, até que ponto é fundamental?
Ailton Amélio da Silva - O sexo é essencial e pressuposto para que uma relação se mantenha, mas geralmente é muito mal aproveitado. O ato sexual é uma expressão de liberdade, confiança e as pessoas não sabem como usá-lo. É preciso sempre variar, inovar, e aproveitar o que o sexo tem de melhor! Não é necessário fazer todas as posições do kama sutra, usar fantasias ou chamar outra pessoa para variar. O casal tem que se seduzir e se aproveitar.

Com modernidades como o swing, por exemplo, uma relação pode sobreviver?
Ailton Amélio da Silva - Quando a moldura afetiva vai bem, tudo é permitido. Só não pode haver inversão de valores e achar que para a relação melhorar é necessário que haja sexo com outras pessoas e de maneiras diferentes. Se o casal está bem, se respeita, conversa sobre tudo, tem confiança um no outro, é possível sim chamar outras pessoas para transar, ir a casas de swing... Mas isso é para poucos, a relação tem de estar muito bem clara. Não são todas as pessoas que aguentam essas atitudes, por ciúme e outras questões.

Como as solteiras podem encontrar um novo amor?
Ailton Amélio da Silva - Não há fórmula. É necessário conhecer muitas pessoas, sair, conviver com diferentes tipos de gente, ter coragem e não ser tão carente. Quem é carente acaba engolindo qualquer coisa para suprir a carência. Não ser tão ciumenta também, porque o ciúme não pode ser o principal, não pode mover a relação. Também é necessário se relacionar com pessoas com defeitos que não te afetem ou que não sejam muito irritantes para você. Lembre-se, você não vai mudar a pessoa!

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Homens não sabem "ler" as mulheres, aponta pesquisa

- Matéria publicada em 25/03/2009 em http://minhanoticia.ig.com.br/editoria/Inusitadas/2008/03/25/homens_nao_sabem_ler_as_mulheres_aponta_pesquisa_2074829.html
Homens jovens dificilmente percebem a diferente entre uma mulher que está sendo amigável de uma que está interessada em "algo mais". Esta é a tese defendida por Coreen Farris, pesquisadora da Universidade de Indiana, EUA.

O estudo, a ser publicado na edição de abril da revista científica "Psychological Science", diz que 70% das universitárias entrevistadas relataram situações nas quais homens interpretaram um ato de amizade como um sinal sexual.

Da mesma forma, eles interpretam erroneamente dicas sexuais como sinais meramente amistosos.

Coreen, em entrevista ao site LiveScience, disse que os homens, no geral, não sabem interpretar o rosto feminino e a linguagem corporal, sendo incapazes de traduzir as sutilezas de dicas não-verbais.

Mais informações sobre o estudo no site Tecnocientista (http://tecnocientista.info/ndNews.asp?cod=6491).

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Mulheres bebem além do limite para atrair homens, diz estudo

Para 16% das estudantes nos EUA, elas ficam mais atraentes quando bebem como os meninos

Matéria publicada no portal do Terra em 10 de março de 2009, 22h08 por Claudio R. S. Pucci, (Link http://mulher.terra.com.br/interna/0,,OI3626108-EI4788,00.html)

No eterno jogo da conquista, em que parecer interessante é a chave de tudo, as coisas estão saindo dos limites. Pesquisa realizada nos EUA com 3.316 estudantes de duas universidades mostrou que muitas meninas estão bebendo mais do que deveriam para conseguir impressionar seus parceiros.

O estudo mostrou que a grande maioria dos moços gostaria que suas parceiras, sejam amigas ou namoradas, bebessem, mas 71% das moçoilas acabam superestimando a dose. Analisando os diferentes subgrupos, os pesquisadores notaram que 26% dessas moças acreditam que um homem é mais propenso a ter amizade com mulheres que bebam acima de cinco drinques, enquanto 16% já acham que serão mais atraentes se beberem tanto quanto os meninos. Quando as duas estimativas são confrontadas com o que os garotos querem, as diferenças de opinião aparecem.

"Existe uma grande e arriscada desconexão entre os sexos", afirma Joseph LaBrie, PhD, professor de psicologia na Loyola Marymount University e autor do estudo. "Não são todas as mulheres que estão bebendo para chamar a atenção dos homens, mas isso pode explicar porque mais e mais mulheres estão bebendo a um nível perigoso".

A pesquisa será publicada na edição de março da revista médica Psychology of Addictive Behaviors, e o pesquisador LaBrie já está conduzindo outro estudo de acompanhamento, com a inversão de papéis. Ou seja, o objetivo será levantar o que os homens acham que as mulheres querem que eles bebam e em quais quantidades.

É bom notar que homens e mulheres possuem diferenças físicas que influenciam na capacidade de suportar bebidas alcoólicas. Homens têm mais massa muscular para segurar a onda e mulheres, em média, absorvem 30% mais álcool em sua corrente sangüínea. E, se a biologia não lhe fizer pensar duas vezes antes de se embriagar, fica aqui o lembrete: um homem que bebe demais se torna um babaca. Já a mulher, um alvo fácil.Serviço: Para quem quiser mais detalhes, o estudo está publicado na íntegra no site da American Psychological Association e pode ser lido, em inglês, no www.apa.org/journals/releases/adb231157.pdf.

terça-feira, 28 de abril de 2009

A Ciência e o Amor

Sei de pessoas que não querem fazer este Curso porque acham que um curso sobre relacionamentos "tiraria o encanto" do amor, reduzindo-o a um assunto científico sem alma e calor. Nada mais equivocado.

Se você ganha de alguém um novo aparelho celular, repleto de recursos interessantes que lhe serão muito úteis, qual é a sua tendência? Ir direto para o manual de instruções para aprender a usá-lo o quanto antes? Perguntar para alguém que tem um aparelho igual? Explorar cada comando? Ou simplesmente ficar contemplando-o, pensando o quanto ele é maravilhoso porém nada fazendo para aproximar-se dele e utilizá-lo a seu favor?
Acredito que você pode ter dado como resposta qualquer uma das três primeiras opções, mas dificilmente escolheu a quarta, pois esta última não faz sentido se o que você quer de fato é incorporar este novo celular no seu cotidiano (se não fosse assim, para que teríamos celulares, então?).

O mesmo raciocínio se aplica ao estudo científico do Amor. Quanto mais sabemos o que realmente atrai as pessoas, o que as conquista e o que nos mantém com elas, mais próximo de nós poderemos ter o Amor. Ainda estamos longe de formular um Manual de Instruções sobre o Amor, mas foram feitos no mundo inteiro estudos muito esclarecedores sobre o motivo, o início, a manutenção e (quando é o caso) o fim dos relacionamentos amorosos. O curso "Construindo Bons Relacionamentos Amorosos" mostra aos alunos uma parte destes estudos e dá referências sobre onde encontrar mais deles.

Você já ouviu dizer que "conhecimento é poder"? Pois é: o Curso lhe proporcionará este conhecimento de que você precisa para aumentar suas chances de encontrar alguém com quem possa estabelecer o relacionamento que sempre quis ter. E, pensando bem, isso não lhe parece bem romântico?

Por que você deveria fazer um curso sobre relacionamentos amorosos?

Pode ser que quando você ouviu falar deste Curso pela primeira vez você tenha pensado algo como "Isso é coisa pra gente desesperada", ou "Isso é para quem tem problema, e não para mim", ou "Que futilidade! Eu não estou nadando no dinheiro para poder pagar estas coisas...". Porém, como vou demonstrar para você neste texto, ser capaz de construir relacionamentos amorosos duradouros e gratificantes tem um impacto na vida de uma pessoa que vai muito além das questões amorosas.

Quem nunca teve um desempenho fraco em um dia de trabalho por ter tido, no dia anterior, uma decepção amorosa ou um desentendimento com alguém especial (ou pelo menos conhece algum caso assim)? Certa vez uma ex-paciente minha me contou que tinha uma chefe com um relacionamento amoroso bastante instável. Quando as coisas iam bem esta chefe se comportava de um modo, mas quando havia algum problema neste relacionamento a empresa inteira acabava sabendo, pois esta chefe simplesmente "descontava" sua raiva, tristeza e frustração nos funcionários. Imaginem, portanto, o impacto deste comportamento no desempenho da empresa ao longo de dias, de meses, de anos... E isso acontece o tempo todo, no mundo inteiro.

Por mais que haja um discurso vigente de "não misturar vida profissional com vida pessoal", sabemos que de fato há muitas pessoas com grande dificuldade de conseguir separar as duas coisas, pelo menos ao nível da postura profissional - porque, no fundo, não dá para pegar uma pessoa e "fatiá-la" em "ela mesma", "a funcionária da empresa X", "a cônjuge do Fulano", "a mãe do Cicraninho", "a vizinha do Sr. Y", etc. Todos os nossos papéis sociais interagem entre si o tempo todo e se influenciam mutuamente. Assim, se alguém se encontra insatisfeito no "lado amoroso", é inevitável que não surja alguma consequência nas outras áreas de sua vida.

Também tenho observado, em minha experiência dentro e fora do consultório, a grande quantidade de pessoas "travadas" pessoal e profissionalmente porque têm concentrado quase todas suas energias e recursos na "busca pela alma gêmea". Parece que, enquanto elas não atingirem este objetivo, ficará bem mais difícil obterem o sucesso em outras áreas de suas vidas - não por falta de capacidade, mas porque "não têm olhos" para as outras questões. E há estudos científicos realizados em várias partes do mundo mostrando que pessoas com relacionamentos amorosos estáveis e gratificantes têm índices maiores de autoestima e realização pessoal e profissional, têm mais facilidade de extrair prazer de relacionamentos sociais e familiares e, no caso dos homens, há até um aumento na expectativa de vida.

Como você pode ver, um relacionamento amoroso bem-sucedido tem um impacto profundo sobre a pessoa como um todo e também para aquelas que a cercam. E quem está de posse de informações sobre como obter e manter um bom relacionamento tem mais chances de conseguir um. Portanto, fazer um curso sobre relacionamentos amorosos é uma questão de estratégia: quem investe seriamente na questão amorosa terá maiores chances de obter resultados positivos não só neste campo, mas em todos os outros de sua vida.